sexta-feira, 28 de março de 2008

É já amanhã

...que se realizarão os 5 empenos.
Já está tudo pronto, haja força nas pernas que a coisa faz-se.

O sobe e desce que nos irá acompanhar o dia todo.
O reforço lá em cima.
A ponte das Charcas.
No topo do 1º empeno.
O regresso.

Para a semana, hei-de passar por aqui para contar como foi.

quinta-feira, 20 de março de 2008

2º Raid AngarnaBtt

Perfeito. É a palavra que me ocorre para caracterizar este raid. Além de muito bem organizado, trouxe ideias novas que deveriam servir de exemplo a todas as organizações de eventos. Mas vou começar pelo início. A promoção foi muito bem feita. Todas as informações necessárias sobre o percurso foram disponibilizadas. Foi ainda feito um vídeo promocional sobre o evento. À semelhança do ano passado, uma percentagem do valor das inscrições é destinada a uma instituição. Além disso conseguiram ainda um grande número de brinquedos e roupas de criança para entregar a outra instituição, neste caso uma que acolhe jovens desfavorecidos.Houve ainda a inteligência da organização em limitar o evento a 200 participantes. Souberam resistir ao lucro fácil de mais uns euros para garantir que todos fossem recebidos em perfeitas condições, e assim aconteceu. Aplaudo de pé.

No que diz respeito ao raid propriamente dito, a recepção decorreu sem falhas. No estacionamento couberam todos e sem atropelos, tal como no levantamento dos frontais. A marcação esteve exemplar com fitas, sinais e cal. Não havia grande margem para enganos. Grande parte das fitas foram reaproveitadas da edição do ano anterior. Quando se fala tanto em reciclar, estes jovens fazem ainda melhor – reutilizam.
O reforço, com uns picas singulares, além do chouriço, queijo da Serra e pão, não passou despercebido, nem mesmo para aqueles que não paravam.

O percurso, durinho q.b. e com paisagens de encher o olho; então a passagem pelas hortas e pelo meio das casas… um must.
Banhos com condições magníficas e água quente, é verdade, água quente e sem fila de espera com a distribuição dos atletas pelos balneários feita de forma perfeita.

Para o almoço também não houve tempo de espera superior a dois ou três minutos e a fartura foi garantida. Enquanto chegaram pessoas, os grelhadores nunca pararam de trabalhar. Ainda tive oportunidade de provar a pinga destinada aos homens das febras, que segundo os mesmos era um bocadinho mais “especial” do que a do almoço. A simplicidade e simpatia daquelas pessoas é contagiante. Apeteceu-me ficar ali a tarde toda.

A mesa das sobremesas parecia a de um casamento, não faltava nada, nem diversidade nem quantidade.O sorteio dos prémios foi generoso (não comigo como é habitual) mas os Cagaréus ganharam novamente o prémio de maior equipa – éramos 17. Já o apetecido primeiro prémio (um leitão) foi para Leiria e ficou muito bem entregue ao Alex (pena é que já não deve sobrar nada para dia 29).

Pessoalmente o raid correu-me bem, não a nível da classificação, mas não caí e diverti-me bastante, pelo menos até começar o sofrimento, o que felizmente só aconteceu na parte final (esta paragem fez-se notar). Comecei talvez com um ritmo forte, não para o habitual, mas para a minha condição o que me levou a abrandar um pouco no final (também não tinha outro remédio – estava todo roto). Já não me lembrava da última vez que tinha utilizado a avozinha, mas desta vez tive que recorrer a ela por duas ou três vezes, é que existiam por lá uns cumes jeitosinhos. Contento-me com o facto de nunca ter desmontado (esta foi uma private joke). Como já referi adorei a passagem nos quintais e hortas, os singles existentes e os feitos de propósito, o passar quase dentro das casas das terriolas que iam aparecendo no caminho, mas especialmente o grande smile desenhado no chão antes da meta. Ainda consegui sorrir.
Fui o trigésimo nono a chegar após os 59 quilómetros e 3h 22m.

Findo o almoço, ainda tive oportunidade de trocar duas ou três palavras com o Faísca e o Metralha. Não deu para muito mais, mas se não for antes haverá tempo para mais no próximo dia 29 na Sertã.
Não podia deixar de falar no brinde oferecido neste raid – um pequeno pinheiro para plantar. Parece-me um brinde muito mais inteligente do que uma qualquer t-shirt e revela uma preocupação com o planeta que habitamos que é constantemente mal tratado. Muitas das vezes são os próprios “bttistas” a deitar para o chão o papel de uma barra pois como é de conhecimento comum o seu peso e volume excessivos provocam graves lesões nas costas (esses deviam ficar confinados às pocilgas onde chafurdam).

Mas voltando ao brinde, ainda que só sejam plantados dez ou vinte dos duzentos pinheiros oferecidos, já terá valido a pena. Uma palavra para esta iniciativa – brilhante. O meu irei plantá-lo num local onde o possa ver crescer e recordar de onde veio e quem mo deu.

Numa altura em que cada vez menos tenciono participar neste tipo de eventos organizados, este será certamente um a repetir. Todas as organizações deviam olhar para este exemplo, para aprender como organizar um evento sem falhas e ainda ajudar quem precisa. Os Angarnas certamente não poderão ir de férias à custa do raid, mas farão algo de bem mais importante com o dinheiro.

Não quero terminar sem o desejo de rápida recuperação do Cagaréu Eduardo que se aleijou gravemente durante este raid e permanece internado nos cuidados intensivos em Coimbra. A recuperação será certamente demorada mas cá estaremos todos para o ajudar.

Um grande abraço de melhoras.

quinta-feira, 13 de março de 2008

O regresso

Após paragem forçada voltei a pedalar, e como 3 semanas de paragem se fazem sentir nas pernas, optei por um percurso nem muito longo, nem muito difícil.
Saí de casa em direcção ao Outeiro das Colheres. Como é habitual os primeiros km foram feitos a subir (a Sertã fica num vale).
Feito o aquecimento, tinha decidido ir até Boais, passando pelas Vaquinhas Fundeiras e pela ponte da Valada. A partir daí logo decidiria por onde ir, uma vez que as opções eram várias. Aí chegado e depois de atravessar a ribeira (agora transformada em riacho) encontrava-me no sopé da serra da Longra. Olhei para ela – que jeitosa – pensei. As hipóteses tal como as direcções são variadas ao contrário do sentido que só poderia ser um, para cima. Pensei com os meus botões – faço o segundo empeno e depois sigo em direcção ao primeiro. Apesar de já ter feito o primeiro empeno dezenas de vezes, fi-lo sempre no mesmo sentido. Desta vez seria diferente, iria “andar para trás”. Pareceu-me um bom desafio e a ideia de fazer tudo ao contrário agradou-me. Fiz o percurso mentalmente e sorri.
Comecei a subir e que bem me soube, que saudades tinha de o fazer. Já na parte final, no topo do primeiro empeno parei uns breves instantes para apreciar a paisagem. Já o fiz diversas vezes, mas gosto sempre de repetir. Parece que estou no topo do mundo e sinto-me sempre bem. Respirei fundo, enchi os pulmões e iniciei a alucinante descida que me levaria dos 550 m aos pouco mais de 200 e de volta a casa. Acabaram por ser 35 km com um acumulado de 803 m.
Enquanto arrumava a bike, pensei no quanto me tinha divertido com esta volta de regresso e quanta falta isto me fez. Adoro btt, a subir (preferencialmente), a descer, a direito, a solo ou com amigos, especialmente com amigos. Felizmente tenho alguns dignos desse nome.










sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A solo

Desta vez decidi fazer uma volta com um início bastante puxado. São dois pequenos cumes, cuja extensão (apesar de não ser grande), é proporcionalmente inversa à inclinação. O objectivo era fazê-los aos dois sem nunca desmontar, objectivo que foi plenamente cumprido. Após estes dois cumes, encontrava-me no topo da Serra da Longra. Decidi então seguir em direcção à Azinheira passando pelas Cortes e pelo Muro. Foram aproximadamente 33 km com um desnível acumulado de 918 m feitos em bom ritmo (à excepção do início) onde ainda deu para tirar algumas fotos. Ficou a vontade de repetir em breve e alongar a volta, porque desta vez o tempo não o permitiu.






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

De volta à terra

Após alguns relatos em que o alcatrão foi rei, eis-me de volta à terra.
Como não sou adepto do Carnaval, resolvi aproveitar essa Terça-feira para dar uma volta por alguns locais onde já não passava fazia algum tempo. Resolvi convidar os amigos do Manecas Bikes para me acompanhar, mas só o Moedas e o Xana responderam à chamada. Compreendo perfeitamente, pois a noite anterior costuma ser dura. Por mim falo, que a coisa entre aperitivos líquidos, vinho ao jantar e digestivos vários já estava a carburar e de que forma. Mas nada de impeditivo para o dia seguinte, assim como assim sempre serviu para limpar o organismo.
Saímos da Sertã em direcção à ribeira do Xico pela encosta sempre com a ribeira à vista lá em baixo. Entre o Outeiro da Lagoa e os Calvos, deu para ver que a batalha entre o Xana e os pedais de encaixe, continua, mas aos poucos a guerra está a ser vencida. Continuámos pelo Robalo e Vale do Inferno de onde nos dirigimos a grande velocidade para a ponte das cabras (a descida é alucinante). Para seguirmos em direcção à Rolâ, era preciso subir… e bem, mas como nos aguardava uma “mine” na Cumeada a subida lá se foi fazendo com maior ou menor dificuldade. O regresso à Sertã, fez-se pela parte final do trajecto dos 5 empenos onde ainda deu para tirar mais umas fotos da última e inclinadinha descida que nos levaria até casa, onde o almoço já esperava por nós na mesa (como convém).No Outeiro da Lagoa

... e a batalha continua
A caminho dos Calvos
A subida.A ponte lá ao fundo.

Vista sobre a Sertã.
A descida final dos 5 empenos.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ao longo da costa

No passado Sábado dia 2 de Fevereiro (e em virtude de se encontrar cada um para seu lado) resolvi com o Valter fazer uma voltinha de estrada. O Gilberto também era para ter vindo, mas acabou por não o fazer, porque chegou à conclusão que de facto a pedaleira precisa de dentes porque senão a corrente não agarra, adiante...
Fui ter a casa do Valter, onde após as últimas verificações, lá partimos para uma jornada que apesar de ser em alcatrão não se afigurava muito fácil, porque acompanhar o Valter em estrada não é pêra doce.
Decidimos seguir de Aveiro em direcção à Barra, depois Costa Nova, Vagueira, Areão e Mira. É um passeio sempre no plano, mas nada fácil porque o ritmo de andamento é bastante forte (o objectivo também era puxar um bocadinho).
Chegados a Mira aproveitámos para comer qualquer coisa, tirar umas fotos e resolvemos regressar a Aveiro por Vagos, o que tornou a coisa um bocadinho mais difícil (mas também mais interessante) porque ainda se apanhou uma subidita ou outra.
Foi a um ritmo nada inferior que se fez a viagem de regresso, onde uns belos hambúrgueres esperavam por nós no Ramona. Confesso que não sou muito adepto deste tipo de comida, mas estes valem a pena, quem conhece o Ramona, sabe do que falo.
Terça-feira seguinte houve mais, e que bela forma de se passar o Carnaval, mas isso vem a seguir.

Até lá
Já em Mira a retemperar as forças.



sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Os 5 empenos


Data 29 de Março.
Local – Sertã 9.00 h
Maratona feita em autonomia, guiada por gps que sai da Sertã em direcção ao centro geodésico de Portugal em Vila de Rei (onde será oferecido um reforço alimentar) e regressa à Sertã.
São aproximadamente 67 km com um acumulado de quase 1900 metros, portanto de dificuldade alta.
As inscrições são limitadas a 40 participantes e feitas para o meu e-mail pmferrao@gmail.com ou aqui no forum. Basta o primeiro e último nome, o número do BI (por causa do seguro) a localidade e a bike se quiserem.
As inscrições são gratuitas, mas têm que ser feitas pela necessidade de saber o número de participantes para o reforço, para os banhos e para o seguro.
Cada um escolhe o seu ritmo de andamento, sendo que se pode formar um só ou mais grupos de diferentes andamentos.
No final haverá banhos e quem quiser jantar poderá fazê-lo, sendo que cada um paga o seu.


O objectivo do passeio é ajudar o Samuel que sofre com um cancro e está internado em Coimbra. As contribuições são facultativas.

Podem ver o relato aqui e os dados do passeio aqui (na sua versão experimental).


Ir ao Bussaco e voltar

No Sábado passado e devido ao tempo que se fez sentir durante a semana, decidimos fazer uma voltinha de estrada. Decidiu-se então, sair em direcção ao Luso e passar pelo palácio do Bussaco, sendo que na volta pararíamos para almoçar com o Faísca (dos Angarnas) em Vila Nova de Monsarros. Saímos (o Hernâni, o Pinto o Valter e eu) da Costa do Valado (Aveiro) pelas 9.30 e seguimos em direcção a Oliveira do Bairro onde fomos fazer uma visita e cravar um café ao amigo Albino "Metralha", também dos Angarnas. Mais quentinhos, lá seguimos a nossa jornada em direcção ao Bussaco, sendo que mais à frente encontrámos o Faísca que passou por nós (mas de carro com o pequenito relâmpago). Combinámos encontrar-nos mais à frente, no Luso para beber uma água. A partir daí tivemos carro de apoio até ao palácio do Bussaco e depois até Monsarros onde comemos um belo pica-pau, que eu e o Valter fizemos questão de regar com um tintinho como é hábito. Para sobremesa virámos ainda um carapauzito de escabeche que se estava a rir para nós, opção essa que não se viria a revelar a mais acertada, mas enfim. De bucho (quase) cheio, lá seguimos em direcção a Aveiro. Pelo caminho ainda tivemos que abrandar um pouco o ritmo devido a um desentendimento entre o porco e o carapau que seguiam com o Valter. Chegámos a casa pelas 15.30 h com 87 km feitos em 3.40 h de andamento. O ritmo foi calmo, mas também o dia foi de passeio.

Paragem na fonte.

O Palácio do Bussaco

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O meu desejo para 2008

O número de utilizadores de bikes (para passeios ao fim-de-semana ou para uso mais regular) aumentou exponencialmente nos últimos anos. Com o aumento do número de praticantes aumentou também o número de passeios. Pena é que o aumento qualitativo não tenha acompanhado o quantitativo. Isso não aconteceu porque algumas pessoas começaram a ver no btt uma oportunidade de negócio fácil. É obvio que nem todas as pessoas que organizam passeios se englobam neste grupo. Há passeios em que a organização é exemplar, mas outros há em que isso não acontece porque os euros falam mais alto em detrimento da qualidade.
Aceito de bom grado as empresas de desporto aventura e de organização de eventos desportivos que têm como meta o lucro, é disso que vivem. Não aceito é o cinismo de algumas organizações que se escondem muitas vezes atrás de associações “supostamente” sem fins lucrativos e de jargões como “o amor ao btt” ou “a promoção da modalidade”, para no final encherem os bolsos à custa daqueles que realmente gostam do btt. A mim parece-me hipócrita e bastante estúpido.
Quem organiza passeios fá-lo por vontade própria, então não entendo quando se queixam do trabalho que dá, ou já não sabiam disso antecipadamente? Será que essa “carga de trabalhos” desaparece com umas jantaradas e com umas férias à conta? Pois, se calhar é isso. Não me parece então que a isto se possa chamar “amor ao btt”. Parece-me que a expressão mais correcta neste caso será fazer algo com o btt que pode eventualmente ser confundido com amor, mas que não é bem a mesma coisa. É um termo um bocadinho diferente.
Felizmente nem tudo é mau. Há por esse país fora, muitos que gostam realmente disto. Tenho o privilégio de conhecer alguns, que além de promoverem a modalidade, ainda conseguem ajudar quem precisa.
Então, o meu desejo para 2008 é que se ande cada vez mais de bike, que haja mais passeios de qualidade, que se critique quando for necessário, mas construtivamente para melhorar, que se organizem passeios gratuitos (não são necessárias mais t-shirts), que todos aqueles que deitam lixo para os trilhos partam a corrente logo a seguir e tenham que chegar ao fim a pé, mas acima de tudo, desejo que nos continuemos a divertir com os amigos (os mais antigos ou os mais recentes) que fizemos por culpa do btt.
Havemos de nos encontrar por aí.

Até lá.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Rota das Farpas

O dia começou mais tarde do que o habitual.
Parece que houve karaoke para os lados de Vila Nova de Monsarros na noite anterior e os senhores Faísca e Miguel adormeceram. Mas a pressa também não era nenhuma. O Moedas chegou a horas e aproveitámos para por a conversa em dia.
Começámos lá pela 11 horas. O ritmo foi o habitual nestes dias, calmo, muito calmo com tempo para várias fotos e filmagens.
Lentamente lá se foi avançando (se bem que as descidas eram feitas bem depressa) até ao final onde o jantar nos esperava.
Ainda era para termos passado pela casa do Sr. José para provar o deste ano, mas devido a compromissos (gajas vá) do pessoal de Monsarros, veio o Sr. José jantar connosco. Mas uma visita ficou prometida para a próxima .

Até lá.

Aqui o caminho picava um bocadinho.

A Ribeira da Sertã.
Sobe...
e desce.




Mais uma subida.



e mais outra.

os 5 artistas.